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Quatro avanços médicos vindos da Noruega

21 de abril, 2020
By The Explorer

Várias empresas norueguesas vêm fazendo a diferença na vida de pacientes mundo afora avanços revolucionários foram conquistados nas áreas da medicina e farmácia no último século.

Tudo isso é resultado de progressos de maior ou menor porte realizados em laboratórios, universidades e hospitais mundo afora. Veja abaixo quatro empresas norueguesas que contribuíram de forma brilhante para a medicina e que continuam no páreo da inovação.

Garantindo resultados laboratoriais confiáveis

A medicina moderna é praticada quase que na mesma medida no laboratório e nas enfermarias. Testes laboratoriais de amostras humanas são essenciais para identificar e medir cargas virais, bacterianas e também outros componentes microscópicos presentes no corpo. Tudo isso é de grande ajuda para fechar diagnósticos e determinar a melhor forma de tratamento, bem como para prescrever a dose correta de medicação. A qualidade de um consultório médico ou hospital depende também, assim, da qualidade do laboratório. Entretanto, como garantir que os métodos e equipamentos empregados produzam resultados confiáveis?

A resposta é simples: realizar o controle de qualidade dos laboratórios. Esta prática foi inventada na Noruega.

Na década de 1950, o professor Lorentz Eldjarn realizou os primeiros experimentos bem-sucedidos do mundo utilizando um soro de controle padronizado para o controle interno da qualidade de seu laboratório, a saber, o laboratório do Hospital Universitário de Oslo, Rikshospitalet. Dali a treze anos, surgiu a empresa SERO, que lançou o Seronorm™, o primeiro soro de controle laboratorial disponibilizado comercialmente no mundo inteiro.

A SERO ainda é pioneira em materiais para controle de qualidade. A carteira de produtos da empresa cresce constantemente. Ela oferece também produtos customizados. As soluções da SERO são usadas no mundo todo para realizar controle de qualidade em testes laboratoriais e calibrar equipamentos. Atualmente, o mercado global para controle de qualidade laboratorial está na casa dos 905 milhões de dólares. Graças à pesquisa norueguesa, médicos e pesquisadores do mundo todo podem confiar nos exames laboratoriais!

O primeiro soro padrão para controle de qualidade foi inventado na Noruega.

SERO

Lutando contra o câncer com metástase óssea

Alguns tipos de câncer são mais difíceis de tratar do que outros. Quando o câncer se espalha para os ossos, por exemplo, as opções de tratamento se reduzem consideravelmente. As terapias disponíveis têm efeitos colaterais pesados, e a eficácia varia. Sendo assim, é com muita alegria que compartilhamos uma boa notícia: uma empresa norueguesa encontrou uma forma de desacelerar as metástases ósseas!

Partindo de pesquisas realizadas no Hospital Universitário de Oslo, Radiumhospitalet, a empresa Algeta desenvolveu um fármaco para o combate ao câncer baseado no rádio-223, um isótopo radioativo. Antigamente, tratar câncer com o elemento químico rádio era uma escolha terapêutica comum. Esta prática, no entanto, acabou sendo substituída em certa medida por opções que causavam menos efeitos colaterais. O grande avanço promovido pela Algeta foi desenvolver um remédio que é direcionado em seu efeito, com alta precisão e vida curta o que minimiza os efeitos colaterais. O medicamento foi lançado sob o nome de Alpharadin e, atualmente, é comercializado como Xofigo.

Anualmente, cerca de 1,3 milhões de homens são diagnosticados com câncer de próstata. Uma das opções de tratamento é justamente o Xofigo, que é utilizado quando o câncer faz metástase óssea. O uso deste medicamento é aprovado tanto na Europa quanto nos EUA. Fundada em 1997, a Algeta foi adquirida em 2011 pela multinacional Bayer. Entretanto, as atividades associadas à produção e à pesquisa ainda são realizadas na Noruega. Atualmente, há trabalhos em andamento que buscam desenvolver terapias semelhantes para tratar o câncer de mama e o de pulmão.

Invenção norueguesa isola o DNA de células

Em 1977, na Universidade de Ciências e Tecnologia da Noruega, o professor John Ugelstad conseguiu resolver um problema que, há anos, intrigava os pesquisadores: como criar um conjunto de microesferas exatamente do mesmo tamanho. O professor e sua equipe conseguiram magnetizar estas microesferas uniformes, identificando também que elas poderiam ser usadas para separar materiais biológicos com altíssima precisão.

A empresa Dynal foi fundada logo após esta descoberta, visando desenvolver e comercializar esta tecnologia. As microesferas foram denominadas Dynabeads e, desde então, vêm sendo utilizadas para isolar e remover células cancerígenas, isolar DNA, realizar tipagem de tecidos para transplante e órgãos, além de pesquisas envolvendo o HIV.

As Dynabeads ainda são produzidas em Lillestrøm, localidade próxima a Oslo, e são utilizadas em cerca de 80% de todo o sequenciamento oncológico realizado na Europa.

O primeiro medidor de vazão ecodoppler pulsado foi desenvolvido na Noruega

- Museu Norueguês de Ciência e Tecnologia

Mapeando o fluxo sanguíneo no coração

As doenças cardiovasculares são responsáveis pelo maior número de óbitos no mundo, e o risco de apresentar problemas cardíacos aumenta com a idade. Assim, os exames cardíacos são importantíssimos: procedimentos médicos de inestimável valor.

Quando um médico examina se o coração de uma pessoa está batendo como deveria, é necessário fazer uso do ultrassom, método que gera imagens “ao vivo” do coração em funcionamento. Entretanto, no final da década de 1970, ainda não existia nenhum método eficiente e capaz de proporcionar um panorama detalhado da circulação do sangue no coração.

Esta lacuna foi remediada graças ao desenvolvimento do primeiro medidor de vazão pulsada por efeito ecodoppler (Pulsed Echo Doppler Flowmeter - PEDOF) na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. A empresa GE Vingmed Ultrasound aprimorou e passou a comercializar este aparelho de ultrassom, promovendo um avanço nesta tecnologia ao empregar o efeito doppler para criar uma imagem precisa da localização e da velocidade do fluxo sanguíneo no coração. Para os médicos, este recurso técnico foi visto como uma nova ferramenta, bem mais precisa, para diagnosticar doenças e irregularidades. Hoje em dia, esta tecnologia é utilizada para examinar cerca de 200 mil corações por dia.

Dado o envelhecimento da população global e o aumento na prevalência das doenças cardiovasculares, a demanda pelas tecnologias desenvolvidas pela GE Vingmed Ultrasound não para de crescer. Sim, pois a tecnologia também evolui a passos constantes! Por exemplo: recentemente, a empresa lançou o primeiro aparelho de ultrassom em tamanho de bolso, que traz dois transdutores em uma única sonda e, assim, aporta flexibilidade ao uso do ultrassom.